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ELOGIADA COMÉDIA DE PIRANDELLO, "O HOMEM, A BESTA E A VIRTUDE" ESTRÉIA EM 13 DE AGOSTO NO TEATRO TIM

Obra do autor italiano chega a Campinas em montagem de sucesso de crítica e público, com direção de Marcelo Lazzaratto, tradução de Marcos Caruso e concepção de Débora Duboc, oriunda da cena teatral da cidade

Depois de uma temporada de grande sucesso no Teatro Folha, em São Paulo, com elogios da crítica e do público, a comédia "O Homem, a Besta e a Virtude" estréia no Teatro TIM, quarta-feira, 13 de agosto. O espetáculo ficará em cartaz às quartas e quintas, às 21h, até 11 de setembro. A peça, um texto do dramaturgo italiano Luigi Pirandello (1867-1936), que foi traduzida por Marcos Caruso, tem direção geral de Marcelo Lazzaratto e direção de arte do carnavalesco Chico Spinosa. A trilha sonora original é assinada por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer. A dupla optou por usar o chorinho, gênero genuinamente brasileiro, que, na montagem, se apresenta miscigenado ao tango e ao blues. A concepção da montagem é de Débora Duboc, que também atua no espetáculo.

Sobre o retorno à cidade, Débora - que estudou artes cênicas na Unicamp e participou da cena teatral campineira - declara: "Campinas me traz a lembrança da origem de tudo. Aqui foi o espaço de muito aprendizado, que me calçou os pés para eu andar pelo mundo. Fico feliz por trazer esta comédia para cá, porque sei que ela é um grande programa para a família toda. Será um prazer ver na platéia o adolescente com piercing, a avó, a filha, o neto pequeno, o universitário. Cada um no seu universo etário, mas todos rindo muito. É um espetáculo para o encontro".

SOBRE O ESPETÁCULO

A santa, a mãe e a puta interagem nesta farsa erótica de Luigi Pirandello. A comédia com 11 personagens, escrita pelo prêmio Nobel de Literatura de 1919, havia sido montada uma única vez no Brasil, em 1962, com Fernanda Montenegro e dirigida por Gianni Ratto.

SOBRE O ENREDO

"O Homem, a Besta e a Virtude" conta a história de uma mulher virtuosa que engravida do professor de seu filho. O marido, um rude capitão de navio, desleixado em seus afazeres erótico-matrimoniais, passa mais tempo singrando os mares do que em sua casa. De volta para casa, o encontro marital entre eles, a "cópula",terá de acontecer, custe o que custar,, para que a gravidez da mulher "virtuosa" seja explicada.

A tentativa de esconder o adultério e a gravidez vai gerar uma espiral de cenas hilárias, nas quais a hipocrisia da moral burguesa é desmascarada num jogo cênico inteligente de ironias e mordacidade. Em "O Homem, A Besta e A Virtude" a denúncia da falsa moralidade se manifesta no riso. Nessa montagem, os papéis femininos são interpretados por Débora Duboc. Os personagens masculinos são divididos por Gabriel Miziara, Fernando Fecchio, Thiago Adorno e Luiz Alex Tasso.

SOBRE A INTÉRPRETE E A CONCEPÇÃO

Débora Duboc nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. É formada em artes cênicas pelo Instituto de Artes da Unicamp. Foi uma das realizadoras do projeto estético da Cia. Razões Inversas, dirigida por Marcio Aurélio, com quem montou vários clássicos da dramaturgia ocidental, entre eles, "Ricardo II" de W. Shakespeare, "A Bilha Quebrada", de H. Kleist, "Arte da Comédia", de Edoardo de Fellipo, e "Srta. Else", de Schnitzler. Fez também "As Três Irmãs", de Tchékhov, dirigida por Enrique Diaz.

Como idealizadora, curadora e atriz, participou com Renato Borghi, Luah Guimarãez e Élcio Nogueira Seixas de dez peças da primeira edição da "Mostra Contemporânea de Dramaturgia", apresentada no Teatro do SESI, em 2002. Em 2003, na segunda edição da Mostra, que abriu seus horizontes para textos latinos e portugueses, atuou em três espetáculos. Em 2004, esteve em temporada no SESC Belenzinho, com a peça "A Cabeça", de Alcides Nogueira e direção de Márcia Abujamra. Foi indicada ao prêmio Shell 2004 - Categoria Melhor Atriz.

Montou sua própria companhia, a Olhar Imaginário - Núcleo de Teatro, com a qual produziu o musical contemporâneo "Espírito da Terra", um espetáculo solo com canções de F. Wedekind, que teve apresentações em 2000, no Teatro Sesc Anchieta. Em 2004, fez temporada oficial no Sesc Belenzinho com grande sucesso de público e crítica. Atualmente, prepara-se para o lançamento do CD do musical.

A respeito da montagem de "O Homem, a Besta e a Virtude", a atriz comenta: "Queria um texto popular, queria uma comédia que fizesse rir e também pensar. Encontrei-me com esta obra única e passei imediatamente a conceber o espetáculo, buscando refletir sobre a questão pirandelliana da autenticidade. Nesta montagem, para representar os 11 personagens, estamos em cinco atores no palco, uma "brincadeira" que reafirma a questão central do autor, que é a possibilidade de uma pessoa ser várias, algo bastante contemporâneo".

SOBRE O AUTOR

A obra de Luigi Pirandello é farta e diversificada: são mais de 300 novelas, fato que é às vezes esquecido, em geral, graças a seu prestígio como dramaturgo. Mas é exatamente por esta última faceta (a escrita dramática) que ele se tornou mais conhecido e lembrado.

Pirandello não chega a sensibilizar-se pelo sujeito em si, ou pelo objeto em si, mas pela consciência da relação entre os dois. A sua temática articula-se no eu e o mundo, pelo duplo aspecto: social e existencial. É, então, um "antecipador" do homem contemporâneo, imerso em angústia e desacerto face ao mundo - idéia que se tornará mais precisa com Kafka, Joyce, Musil e Beckett.

SOBRE O TRADUTOR

Ator, autor, produtor e diretor, Marcos Caruso nasceu em São Paulo e, apesar de se formar em direito na Faculdade do Largo de São Francisco, sua experiência artística tem mais de 30 anos. Nos palcos desde 1973 - atuou em "Porca Miséria" e "Sua Excelência, o Candidato", entre outras 25 comédias -, Caruso também fez cinema e televisão, além de escrever oito peças de teatro, todas com um indiscutível sucesso de público.

No seu currículo, há ainda a direção de quatro peças, a autoria de quatro novelas e a direção do programa "Fala, Dercy", com Dercy Gonçalves. Marcos é autor do megassucesso "Trair e Coçar É Só Começar", há 20 anos em cartaz.

SOBRE O DIRETOR

Marcelo Lazzaratto é um novo talento da direção da cena do teatro paulista. Aplaudido pela crítica, vem conquistando espaço pela seriedade e beleza de suas montagens. Formado pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA - USP, é mestre em artes cênicas pela Unicamp, onde desenvolve nesse momento seu doutorado. É professor de Interpretação Teatral no Teatro Escola Célia Helena e no Departamento de Artes Cênicas da Unicamp.

Em 2000, criou a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na qual exerceu a função de diretor artístico, tendo realizado, entre outros, os espetáculos A Ilha Desconhecida, adaptação da obra de José Saramago; Loucura, compilação de textos a respeito do tema; A Hora em que Não Sabíamos Nada uns dos Outros, de Peter Handke; Amor de Improviso, Peça de Elevador, de Cássio Pires; e Ponto Zero, com base na obra de Salinger, Kerouac e Godard.

Também como diretor, encenou, entre outras, Terror e Miséria no 3º Reich, de Bertolt Brecht; Mal Necessário, de Cássio Pires, que participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI-SP; O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht; Enamorados, adaptação de "Fragmentos de um Discurso Amoroso", de Roland Barthes; A Peça Didática de Baden Baden sobre o Acordo, de Bertolt Brecht; Noite de Reis, de William Shakespeare; e Sobretudo Beckett, reunião de sete peças curtas de Samuel Beckett.

"Quando Debora Duboc, minha amiga e parceira de tantas jornadas, me convidou para dirigir este espetáculo, aceitei imediatamente. A união entre a atriz e o autor me pareceu das mais instigantes. Chamamos para compor nossa trupe companheiros de outras mesmas estradas que dialogassem conosco na criação deste espetáculo", diz Marcelo Lazzaratto.

SOBRE O DIRETOR DE ARTE

Carnavalesco campeão do carnaval 2008 pela escola de samba Vai-Vai, Chico Spinosa assina a direção de arte do espetáculo. O desdobramento dos atores em vários personagens conceitua cenário e figurino. É uma "trupe", que lança mão do que tem por perto para contar a história. O elenco utiliza também máscaras, em clara referência à conhecida frase de Pirandello, na qual o dramaturgo afirma que a vida é uma grande mascarada. Para ele, só os atores são honestos. "Todos nós, por alguma razão, mentimos 'não por dever ou por profissão, sobre um palco, mas na vida", afirmou. A partir de um estudo de Picasso, Chico criou as máscaras usadas pelo elenco para esta montagem. A beleza do figurino e cenário rendeu indicação para o prêmio Shell.

A música é assinada por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer, que optaram por usar o chorinho, gênero genuinamente brasileiro, que, na montagem, se apresenta miscigenado ao tango e ao blues.

CRÍTICAS DO ESPETÁCULO

"A grande façanha da atriz Débora Duboc foi resgatar Pirandello do injusto esquecimento com esta corrosiva e farsesca comédia de costumes O Homem, a Besta e a Virtude. Débora concebeu a encenação de olho na dialética pirandelliana, vestindo-a com irreverente modernidade, no que foi seguida pelo talento pesquisador de Marcello Lazzaratto, criando, ambos, uma atmosfera de paradoxal amoralidade, onde a Virtude vence a Besta por ações nada ortodoxas, se assim possa parecer a nós, cá do outro lado da 4ª parede do palco."
Afonso Gentil, Site Aplauso Brasil

""O Homem, a Besta e a Virtude" tem um humor direto e retoma tradições da commedia dell'arte para atacar hábitos e preconceitos da burguesia de sua época."
Maria Eugênia de Menezes, Guia da Folha

"É um prazer em dobro ver Duboc passar da doce Pernella à escrachada criada, como duas faces da mesma moeda, assim como ver as diferentes imposturas de Paolino, que Miziara torna irresistível. A semelhança física entre Adorno e o Alberto Sordi, e a pesquisa com o cinema cômico italiano dos anos 50, associados (...) à trilha de Gustavo Kurlat e Ruben Feffer, tornam o espetáculo imperdível. (...) "O Homem, a Besta e a Virtude" cumpre a função de provar que o teatro "comercial", destinado ao grande público, não deve ser sinônimo de caça-níquel, malfeito e burro. Uma montagem para levar a família e despertar a paixão pelo teatro."
Sérgio Salvia Coelho, Folha de S.Paulo

"O diretor Marcello Lazzaratto recorreu aos conceitos da commedia dell'arte. Com o auxílio de máscaras, abusou dos estereótipos nos onze personagens - vividos por cinco atores - e fugiu completamente do naturalismo, apoiado por eficientes cenários e figurinos criados pelo carnavalesco Chico Spinosa. (...) O espetáculo equilibra sarcasmo e crítica sem cair no pastelão."
Veja São Paulo Recomenda (5/12/2007)

FICHA TÉCNICA

Realização: Toni Venturi / Olhar Imaginário - Núcleo Teatro Direção: Marcello Lazzaratto
Concepção: Débora Duboc
Elenco: Débora Duboc, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio, Thiago Adorno e Luiz Alex Tasso
Tradução: Marcos Caruso
Direção de Arte: Chico Spinosa
Música Original: Gustavo Kurlat e Ruben Feffer

SERVIÇO

Local: Teatro TIM
Estréia: 13 de agosto
Temporada: Até 11 de setembro
Horários: Quartas e quintas, às 21h
Ingressos: R$ 25
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 12 anos

 

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TEATRO TIM - Parque D. Pedro Shopping, Campinas - SP.
Horário de funcionamento: de terça a sexta das 12h às 21h / sábados das 12h às 21h / domingos das 13h às 19h.

Televendas: (19) 3756.9890 / 3756.9891.